As mulheres ou casais que decidem iniciar um tratamento de ovodoação costumam tomar esta decisão depois de terem experimentado outras alternativas de reprodução assistida como a IA e a FIV. Depois de terem passado por ciclos e tentativas falhadas, começam a surgir sentimentos como, por exemplo: deceção, ansiedade, preocupações económicas ou dor. O luto pela infertilidade pode apresentar-se destas cinco maneiras:
- Negação: insistir que os médicos ou os resultados dos exames estão errados, ou negar uma realidade evidente.
- Raiva: com os amigos e a família que não têm dificuldades em conseguir a gravidez, com o companheiro, com os médicos e consigo mesma.
- Negociação: prometer a si mesma que, se se comportar de determinada maneira ou mudar certas rotinas, vai engravidar.
- Depressão: podem sentir-se sentimentos de isolamento, ansiedade, receio e desespero. A terapia pode ajudar muitas pacientes a continuar a avançar.
- Aceitação: aceitar o momento em que se encontram e procurar outras alternativas. Nesta etapa os pacientes podem começar a explorar outras formas de ser pais que não tinham considerado antes. Por exemplo, realizar um tratamento de ovodoação em que tenham de recorrer a um banco de ovócitos.
Se utilizar ovócitos de uma dadora, vou sentir-me a mãe do bebé?
Num tratamento de ovodoação, os ovócitos provêm de uma dadora jovem e saudável, e o esperma do companheiro, ou de um dador de esperma se houver infertilidade masculina ou não houver companheiro. Neste sentido, a mulher terá de renunciar à ideia de transmitir os seus genes aos filhos.
Embora no início possa ser difícil aceitar o facto de que o seu ADN não será transmitido ao bebé, as mães costumam descobrir que, à medida que a gravidez se desenvolve e o filho nasce, não lhes importa que o ovócito provenha de uma dadora. É a mulher recetora quem é a mãe biológica, que leva o bebé no seu útero e utiliza o seu sangue e o seu corpo para que o bebé se desenvolva corretamente no seu interior.
Estou preparada para ser mãe?
Ser mãe não consiste em transmitir os genes para que se pareça consigo. A criação implica muitas outras coisas, como mudar fraldas, ensinar-lhes valores de convivência, brincar com eles a horas impróprias ou passar noites sem dormir.
Trata-se também de abraços, risos e histórias partilhadas, «rituais» à hora de deitar, o beijo de boa noite na testa, vigiá-los enquanto dormem, cuidar deles quando adoecem, etc. No fim de contas, é uma ligação que a fará querer estar presente em todos os passos que derem na sua vida. Os laços nascem da maternidade e não da transmissão do ADN.
Há que ter também em conta a epigenética: a troca de informação com o feto quando está no útero. Pode ser que a paciente não tenha fornecido o ADN, mas é o seu corpo que decidirá como se expressam os genes desse ADN. O ambiente da mãe, o seu comportamento e as suas escolhas podem afetar o desenvolvimento desses genes.
Como gerir as ideias dos outros sobre a ovodoação?
Aceitar um tratamento de ovodoação, conseguir a gravidez e ser pais de um bebé concebido com ovócitos de uma dadora é uma experiência tão positiva que qualquer “dor” genética costuma ficar no passado. No entanto, costuma levar tempo e é preciso ter muita paciência, já que nem toda a gente será capaz de compreender o que significa realmente um tratamento de ovodoação, nem médica nem emocionalmente. Manter-se firme nas próprias convicções, ter uma atitude positiva, dispor de respostas seguras e ser forte pode sempre ajudar a enfrentar este tipo de situações.
Na Ovobank estamos orgulhosos de ajudar os pacientes que lutam contra a infertilidade a conseguir o seu sonho de ser pais, e temos um amplo pool de ovócitos de dadoras disponíveis no nosso banco de ovócitos. Os tratamentos com os nossos ovócitos vitrificados deram origem a taxas de sucesso superiores à média. Se está interessada neste tratamento com ovócitos de dadora, não hesite em contactar-nos. Teremos todo o gosto em aconselhá-la e encontrar a melhor solução para as suas necessidades.

