Sabemos e compreendemos o conflito psicológico das pacientes depois de os especialistas do âmbito da reprodução assistida indicarem que é a ovodoação a via mais eficaz para conseguir cumprir o sonho de ser mãe. Uma perda de genética por parte materna – quando é ela a causadora – que implica e exige, na maioria dos casos, apoio psicológico para optar finalmente por ovócitos de dadora.
Mas mesmo quando a paciente já se decidiu por este tratamento, as dúvidas e inquietações continuam a exercer a sua função de sabotagem. Só a informação e o acompanhamento transformam em positiva aquela que será uma das experiências mais emotivas e inesquecíveis da vida. Por isso, e com o objetivo de oferecer soluções a todas as dúvidas, responderemos às perguntas mais repetidas entre as pacientes que tentam ser mães através dos ovócitos de dadora.
As perguntas serão respondidas por Germán Ricardo Tovar, ginecologista e obstetra especialista em reprodução assistida na Ovoclinic Marbella.
Quando se deve recorrer ao tratamento de ovodoação?
Deve recorrer-se ao tratamento de ovodoação quando não é possível realizar uma fertilização com os seus próprios ovócitos.
Em que cenários ocorre?
Ocorrem, sobretudo, em dois cenários: a idade e a função do ovário.
O mais frequente é a idade. À medida que o ovócito envelhece acima dos 40 anos, perde a função adequada de gerar esta mistura de informação genética dos cromossomas. Por isso, é mais frequente a diminuição da taxa de gravidez e o aumento da perda gestacional.
O segundo cenário dá-se nas mulheres em que o ovário deixa de realizar a sua função de maneira eficiente e eficaz. Pode dar-se por alterações autoimunes ou por causa de tratamentos oncológicos, por exemplo. Aqui o ovário perde a sua função e diminui a qualidade do ovócito. É importante fazer uma série de exames para identificar se está num destes cenários antes de efetuar o tratamento de ovodoação.
E se já tenho várias tentativas de fertilização in vitro falhadas?
Nesse caso, também recomendamos ser mãe com ovócitos de dadora. Seria a solução mais adequada e a que, com grande diferença, oferece mais opções de gravidez e posterior nascimento do bebé.
Poderei ver a dadora?
Sim, na Ovobank poderá ver imagens da sua dadora, embora dependa sempre de a lei do seu país o permitir.
As dadoras da Ovobank são mulheres com uma idade compreendida entre os 18 e os 32 anos e gozam de boa saúde física e psicológica, pois são submetidas a exaustivos exames ginecológicos, serológicos e genéticos que terão de superar para poderem doar com garantias.
Tal é o compromisso da Ovobank que apenas 34% das dadoras são consideradas aptas. Isto oferece segurança e confiança às pacientes que procuram ovócitos de dadoras e aos centros parceiros.
Na ovodoação, o bebé vai parecer-se comigo?
Sim, o bebé vai parecer-se com os pais graças à epigenética.
Por epigenética entendemos, segundo o National Human Genome Research Institute dos Estados Unidos, o campo de estudo centrado nas alterações do ADN que não implicam modificações da sequência subjacente. As letras do ADN e as proteínas que interagem com o ADN podem sofrer modificações químicas que alteram o nível a que os genes se ativam e desativam. Certas modificações epigenéticas podem transmitir-se da célula progenitora à célula filha durante a divisão celular ou de uma geração para a seguinte.
É alta a percentagem de sucesso do tratamento de ovodoação?
Sim, a ovodoação é um dos tratamentos de reprodução assistida com maior taxa de sucesso. A percentagem de sucesso situa-se à volta dos 80% na primeira tentativa, pelo que é muito provável que consiga a gravidez logo à primeira. No entanto, a probabilidade de sucesso aumenta até aos 95% na segunda tentativa se a primeira não resultar de maneira favorável.

